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Ficha técnica
Revista Eletrônica do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências

por Marco Antonio Moreira

 

 Em nível internacional, a Área de Ensino de Ciências, como campo de pesquisa e desenvolvimento, existe há quase cinqüenta anos. Sem muito rigor pode-se dizer que suas origens remontam aos grandes projetos curriculares do final dos anos cinqüenta e início dos sessenta: o PSSC em Física, o CBA em Química e o BSCS em Biologia. No Brasil, não seria muito arriscado dizer que essa área tem aproximadamente a mesma idade. Basta lembrar que Ensino de Física existe como área de concentração do Mestrado em Física da UFRGS desde 1968 e o Mestrado em Ensino de Ciências-Modalidade Física da USP é da mesma época.

 Desde esse início e até a criação da Área de Ensino de Ciências e Matemática na CAPES, em 2000, o Ensino de Ciências esteve associado primordialmente ao Ensino de Física, Química e Biologia, no Ensino Médio e Ensino Superior Básico, e de Ciências no Ensino Fundamental. Com a criação da Área na CAPES, houve uma primeira mudança: Ensino de Ciências e Matemática. Além disso, ao longo de seus sete anos de existência, a Área incorporou programas de pós-graduação em campos afins ao Ensino de Física, Química, Biologia como é o caso do Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente.

 Outro aspecto a destacar na Área é o crescimento do número de mestrados Profissionais que hoje chega a 26 e já supera o de mestrados Acadêmicos. Assim, a Área está hoje consolidada, reconhecida como importante para o ensino de Ciências e Matemática no país, porém apresenta uma diversidade de subáreas e de mestrados cujas especificidades precisam ser levadas em consideração, por exemplo, nas avaliações. Uma dessas especificidades é a da produção acadêmica e técnica dos programas: não se pode esperar que os mestrados profissionais tenham o mesmo tipo de produção, basicamente artigos de pesquisa, que os mestrados acadêmicos; não se pode também esperar que os docentes de um programa em Ensino de Ciências da Saúde publiquem em periódicos de Ensino de Física, por exemplo.

 A Área precisa, então, de mecanismos adequados para difundir a produção dos mestrados profissionais e de subáreas específicas. Por exemplo, periódicos que se proponham a publicar, além de pesquisas, relatos de experiências em uma determinada subárea. 
      Precisamente este é o caso da Revista Eletrônica ‘Ensino, Saúde e Ambiente´, uma iniciativa do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente, do Centro Universitário Plínio Leite. O objetivo desta nova revista é a divulgação de artigos de pesquisa e relatos de experiências originais sobre temas relacionados ao Ensino de Ciências em espaços formais e não formais com a finalidade de integrar pesquisadores que atuam na interface Ensino, Saúde e Ambiente. 
      A Área precisa de um periódico com esta perspectiva, mas para que possa atender seus critérios de qualidade, ou seja, ser bem classificado no Qualis, é necessário ter periodicidade, regularidade, corpo editorial qualificado, revisão às cegas por pares. Tudo isso está previsto e será controlado pelos editores, mas a qualidade da revista depende fundamentalmente da qualidade dos artigos e do processo de arbitragem. Depende, então, dialeticamente, da comunidade à qual está dirigida, a de professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação da Área de Ensino de Ciências e Matemática, particularmente aqueles envolvidos nos mestrados profissionais na subárea Ensino, Saúde e Ambiente.

É com muita satisfação que apresento à comunidade este novo periódico e, ao mesmo tempo, convido-a a nele publicar e colaborar para que logo alcance reconhecimento nacional e internacional.

                                                                                      Marco Antonio Moreira

                  

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